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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

CHAVE D´OURO



Embalados pelo som do Mário Gil no leitor de cassetes do carro a cantar "não quero pasteis nem rissois porque eu ando é a comer caracóis" lá se deu salto à Trafaria. Terra onde se come bem e que merece só por si uma semana inteira de posts.

É uma boa forma de atingir as praias da Costa da Caparica quando se quer evitar as filas na ponte. Toma-se o ferry em Belém que o carro é velho e de quando em vez o radiador dá de si. Mas falando sobre os caracóis não há naquela vila estabelecimento como o "Chave d´Ouro".

Quis o Técnico de Estatística acompanhá-los com um Panaché mas acabou a receber um telefonema que ameaçava despedimento com justa causa então lá tratou de pedir imperial. Caracol bem temperado, coisa que ao contrário do que se pensa não acontece amiúde e generoso cesto de pão torrado. A travessa dos ditos era também ela um monumento a contemplar

A embalar o lanche o som do sino da igreja que toca de meia em meia hora numa sequência cuja lógica desconhecemos. Tudo isto em preço justo, esplanada e sol do bom. Para relaxar que o barco de regresso para Lisboa é só de hora a hora.

Chave d´Ouro
Trafaria
Largo da Igreja

segunda-feira, 27 de julho de 2015

SR. DOMINGOS

 
Em plena vila do Meco o estabelecimento é um mimo para quem não se importa de sujar as mãos. E não nos referimos a comer. É que no Sr. Domingos quem serve à mesa é o cliente. E ementa há mas na parede. É uma questão de garantir lugar ao balcão e for apanhando o que sai. 

“Quem quer ameijoa? Se o cliente não quiser como eu sozinho”. E alguém que até ia lançado para o pica-pau acaba a dizer “fico eu com elas”. Assim tipo leilão. Arrematado para o surfista ali do canto. Com decoração a atirar para o sportinguismo ferrenho o Sr. Domingos faz as coisas com calma e domina sozinho o balcão indiferente às dezenas que se acotovelam à frente. “Agora vou aqui para as imperiais”, atira antes de começar a encher copo atrás de copo à disposição de quem lhe deite a mão. 

O marisco é bom. O caracol é bom. A batata é boa. A esplanada cá fora ao fim de tarde é um luxo. A paciência essa tem de ser de santo. Não é feito para quem não se importa de esperar nem para gente que se incomoda que lhe passem à frente na fila. 

Na altura da conta o Sr. Domingos confia na palavra do cliente. Quem diz confia entende-se ter a sabedoria de quem já anda nisto há muitos anos e sabe cada imperial consumida, não vá existir queda para o engano. O horário de funcionamento é tão caótico como o atendimento. Abre aos fins de semana. Isso é uma certeza. Agora nos restantes dias não garantimos nada. Nem nós nem ele. 

Café Sr. Domingos
Aldeia do Meco