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quinta-feira, 23 de julho de 2015

QUARTA DA IMPERIAL - CAFÉ BEIRA GARE

Ali perto da estação do Rossio, a rapidinha.
É sabido que gostamos de imperiais, das vivas, das frescas. E nesta nossa cruzada pela melhor imperial estamos a encontrar um padrão. Perto das estações de comboios ela é do melhor. Será isto uma causa de tantas greves e atrasos? Fica a questão no ar, ou melhor nos carris.

O Café Beira Gare fica em frente à lindíssima estação do Rossio. É um daqueles locais que pedem visita. Local com esplanada para refeições, mas com um balcão dos mais capazes. E é no balcão que encontramos a magia. A magia dos estabelecimentos de Lisboa que é a comunicação entre os empregados. "Sai um fino", "Olha dois croquetes para o fundo do balcão". Com aquela colocação de voz capaz de fazer inveja ao melhor locutor de rádio. Tudo isto é poesia para nós.

Quando à imperial em si, é fantástica. Vem cheia de vida e bem tirada. Com muita pressão e encanta de tal forma que uma nunca é suficiente. Em copo de barril se for a pedido é uma companhia perfeita para estes dias de muito calor.

Mas no Café Beira Gare não se brinca. E as bifanas no pão também são qualquer coisa. Assim tipo meio quilograma de carne numa carcaça. Coisa para ficar já jantado. E ainda têm os salgados. Estes para nós são companhia obrigatória. Os croquetes, as chamuças, os filetes, os panados todos deliciosos. Mas todos superados pelos fantásticos rissóis de camarão. Meus amigos, provem. Provem para crer.

A sua localização é um ponto a favor e podem sempre dizer que só pararam ali antes de apanhar o comboio para ir à casa de banho. Aproveitem um desses dias em que não há greve e podem andar de comboio para lá passar. Vão gostar. 

Café Beira Gare
Praça D. João da Câmara 4
Estação do Rossio, Lisboa
Tlf: 213420405 

quarta-feira, 15 de julho de 2015

QUARTA DA IMPERIAL - RESTAURANTE O TREVO

Fica no Largo Camões, é toda Cosmopolita
Ficaram conhecidos com o Anthony Bourdain porque foi lá comer uma bifana. Que até é boa. Mas a imperial é o motivo pelo qual vamos lá. E talvez aquela esplanada que nos permite observar o trânsito apeado. Por uma questão de estatística, claro. Gostamos de contar pessoas por minuto.

O Bairro Alto há muito que está vivo. E recomenda-se. Ali no seu coração no Largo Camões encontramos o Restaurante O Trevo. Bem no meio do rebuliço de uma das artérias mais movimentadas de Lisboa temos um oásis para o merecido repouso.

E porque uma pessoa precisa de repor líquidos ali a imperial meus amigos é fantástica. Em copo de barril como tem de ser, é sempre bem tirada, e torna-se uma companhia fantástica para um final de tarde. Vem sempre cheia de força e a pedir repetição em pouco tempo.

Num local por si só fantástico ainda podemos ter sorte de ter lugar na esplanada, e ficar ali horas a apreciar o ambiente. Sempre bem acompanhado desta fantástica imperial. E quando a fome aperta temos sempre refeições de comida tradicional portuguesa, as bifanas e os pregos prontos a sair. Menção especial para o prego com alho.

Estão reunidas as condições para a vossa visita ao local. Vão ver que não se arrependem. Recomendamos os finais de tarde. Porque somos românticos.

Restaurante O Trevo
Praça Luís de Camões, 48
Chiado, Lisboa
Tlf: 213468092

segunda-feira, 6 de julho de 2015

PALÁCIO DO MAR

Comida chinesa caseira no coração de Lisboa

Eles existem aos molhos, em todas os locais e sempre com os mesmos menús. É um facto. Este não foge à regra. A não ser que vão acompanhados por chineses. Não vieram em charters mas mostraram-nos o que é a comida típica chinesa.

Ali bem perto do Saldanha está o Palácio do Mar, nada de novo, é só mais um restaurante chinês. No entanto fomos acompanhados por Chineses radicados em Lisboa que nos contaram que ali é possível comer comida chinesa caseira, temos é de saber pedir. Assim falar com o dono e pedir-lhe "Faça-me só um bife com ovo a cavalo". Isto em Mandarim claro.

E o nosso espanto foi enorme. As mesas redondas puxam o convívio e a conversa. Com o seu centro rotativo onde foram colocados lá pratos típicos. Desde a soja ao tofu, às algas, ao mariscos, a espécies de peixes oriundos da China. A um caldo de pato que estava espectacular. Uma imensidão de pratos típicos. Foi uma degustação de horas e das boas.

Como pratos principais foi servido um peixe grande, que não soubemos identificar mas muito bem confeccionado com molho de soja. Bastante fresco e saboroso foi um regalo. A Massa com ovos e vegetais que estava de estrondo. E posteriormente uma carne de novilho também muito apetitosa e bem confeccionada. 

Para quem só está habituado ao chop suey e aos "clepes" garanto-vos que é uma desilusão. Agora bem falado e com reserva atempada irão ter aqui uma viagem a Shanghai sem precisarem de vistos gold. 

Palácio do Mar
Rua D. Estefânia 92a
Saldanha, Lisboa
Tlf: 218278315 / 967297688 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

PENTA CAFÉ

Aqui tudo se mede em centímetros!
Fomos levados pela curiosidade ao Penta Café. Local de culto das tostas segundo nos disseram. É um espaço simpático apesar de pequeno na Rua Áurea para aquilo que se chama degustação ao centímetro. Isto porque tudo naquela casa se mede em centímetros de sabor.

Assim que chegámos fomos de imediato surpreendidos pela ausência de uma carta para podermos escolher, ao invés uma senhora super simpática debitou toda a ementa. Confesso que no final já não me lembrava de metade então foi jogar pelo seguro. Tosta mista com tomate e oregãos.

Escolhida a tosta a senhora ausenta-se e volta com uma vara de alfaiate. Que é como quem diz, uma fita métrica num pau. Onde estavam marcados os centímetros em múltiplos de 5. Era a altura de escolher.

- Então qual o tamanho, 20 centímetros?, perguntou ela.
Esbocei de imediato um sorriso. Pensei em mentir mas depois pensei que isso era feio e estamos em Junho portanto não havia razão para o fazer.
- Não, não, é 25 centímetros por favor.

Com este diálogo ficámos. E enquanto o pedido era feito deu tempo para ir salivar-me para o balcão dos doces. Desde bolo brigadeiro a um com cobertura de morango e outro com doce de ovos, tudo pode ser pedido ao centímetro. Fiquei de imediato arrependido do tamanho da tosta. Não ia ser fácil provar a sobremesa.

Quando a tosta chegou, a expressão "mais olhos que barriga" tomou de imediato o seu sentido mas a missão era para cumprir. E missão dada foi missão cumprida. Não ficou nada para amostra. Cada centímetro da dita cuja era uma delícia. Bem condimentada, equílibrada no sabor, estava deliciosa.
Claro que não houve sobremesa mas numa próxima visita os tamanhos irão ser mais comedidos. Não perdem pela demora.

O Penta Café é pois um sítio fantástico para apreciadores de tostas e não só. Também vimos por lá saladas, sem serem ao metro. Por isso não quisemos. 
Vale a pena a visita pelo sabor das tostas e pelo preço bastante em conta.
Ali meus amigos o que se come não se mede aos palmos mas em centímetros.

Rua Áurea 115
Lisboa
Tlf:  912593776 / 919685205

quarta-feira, 17 de junho de 2015

QUARTA DA IMPERIAL - O PALMEIRA

Viva e requintada, mora no Chiado porque é da fina flor
Ali na Baixa, ás portas do metro Baixa Chiado na saída para a Rua do Ouro está O Palmeira. E lá mora uma das melhores imperias da nossa capital. 
É das nossas preferidas, não só pela envolvência do local mas pela qualidade.

O Palmeira é aquele restaurante típico da baixa de Lisboa, mas com qualidade. Dizem que a comida é boa e os petiscos também, até nos falaram do pica-pau. Mas o que torna este espaço especial para nós é a imperial. Servida sempre em copo adequado vem viva e faz as delícias de quem decide andar ali pela baixa com uns 30 graus. Por exemplo.

A imperial do Palmeira é das boas, e traz companhia. Ainda é daqueles sítios onde com a imperial se serve um prato de tremoços, ou pasme-se, um prato de batata frita pála pála, caseira. É verdade. É uma imagem de marca da casa que nós apreciamos e que a torna ainda mais especial. Claro que com isto não vai apenas uma imperial. Ás vezes vão duas. Vá três no máximo. Ou mais.
 
Espaço bastante amplo com várias salas, onde se pode petiscar ou fazer uma refeição completa. Esta pode ser à carta ou ao balcão. Nos somos malta de balcão. Uma pessoa chega, encosta-se e fica ali à conversa. Somos assim.
É um sítio fresco onde se pode fugir do calor, e por falar em fugir, tem mesmo muito pouca rede de telemóvel. Se é que nos fizemos entender.
 
Naqueles dias em que somos levados a percorrer as belas ruas da baixa de Lisboa e quando a sede aperta. Ou mesmo se não apertar. Vão descansar as pernas ao Palmeira. Porque o ditado diz "ficar à sombra da bananeira" porque não conheciam O Palmeira.

Rua do Crucifixo, 69
Lisboa
Tlf: 213428372 

sábado, 13 de junho de 2015

FRANKIE HOT DOGS

Este cachorro é tudo menos rafeiro
Talvez seja um dos menús mais consumidos ao final da noite, quase ao nível do "leite e bolachas". Mas este cachorro é gourmet. Tem pedigree. 
Ilustres amigos fomos visitar o Frankie e saímos de lá a uivar por mais. Desculpem a salivar por mais.

Situado bem perto do Colégio Moderno ali nas imediações da Cidade Universitária, passou rapidamente do anonimato devido à qualidade da ementa. Cerca de dez cachorros, saladas, batatas fritas normais ou com bacon e queijo cheddar. Várias sobremesas com bom aspecto e bem apresentadas.
Só para que conste têm serviço de take away, assim para aqueles dias que temos dez minutos para estar em casa senão...


O espaço é bastante acolhedor, talvez pequeno até para tamanha procura. No entanto a simpatia de quem está por trás do balcão compensa o tempo de espera que possa haver. E esse tempo de espera deve-se apenas à falta de hábito que temos nos cachorros quentes. 
Numa roulotte o tempo de espera deve ser aí de meia imperial, no máximo. Mas aquilo já está tudo feito e em tupperwares. Aqui não. Aqui nota-se que existe qualidade, e apesar de não ser tudo feito de raíz e na hora mas é quase. E nesse caso nós esperamos, e com gosto.

Tivemos em dúvida entre o Cachorro Tuga, com bacon e ovo estrelado, e o Chilli mas optámos pelo Chilli. Ainda pensámos pedir os dois, porque não gostamos de ficar com dúvidas mas em bora hora não o fizemos, porque um satisfez plenamente.
Um cachorro de bom porte, bem condimentado com salsicha da boa e um bom chilli que só pecava por pouco picante. Acompanhámos com batatas fritas que trazem consigo dois molhos, uma mayonese de alho com cebolinho e outra que nos surpreendeu, a de caril.

Combinação de sabores muito boa, ficámos bastante satisfeitos e com vontade de regressar para ajustar contas com o Cachorro Tuga. É sem dúvida um local para voltar brevemente. 
Da nossa parte vamos contrariar Mourinho que diz "The dogs bark, but the caravan goes on". A nossa caravana vai estacionar ali muitas vezes.

Frankie
Rua Dr. João Soares 8b
Lisboa
Tlf: 214003781

quarta-feira, 10 de junho de 2015

QUARTA DA IMPERIAL - PORTUGÁLIA

Deliciosa!
Depois de termos começado esta rubrica na terra da cerveja, nada mais justo que irmos ao local mais icónico que conhecemos. Fomos visitar a Portugália da Almirante Reis. Ainda para mais no dia de Portugal. Somos uns românticos de categoria.

Ir à Portugália da Almirante Reis em especial à hora da loira, é cumprir uma tradição de várias gerações. Apesar da marca se ter convertido ao franchising, esta é a original. E nós gostamos de originalidade. Talvez por vezes possamos apreciar silicone mas sempre com o pensamento no original.

Fomos no entanto surpreendidos pela renovação do espaço. O velho balcão metálico e os azulejos antigos foram renovados e agora existe um mobiliário em madeira escura a fazer lembrar uma cervejaria de centro comercial. Entendemos a necessidade de aproveitar o espaço da melhor forma mas ficámos saudosistas do velho espaço.

Nada disso nos retirou a sede e lá iniciámos a degustação de uma bela imperial. Talvez tenham sido mais. Não interessa.
Copo adequado e a cerveja bem viva fizeram-nos as delícias. Sempre a simpatia do prato de tremoços a acompanhar a degustação da imperial da Portugália. Assim como várias gerações antes de nós o faziam num ponto de encontro improvisado após o dia de trabalho, e certamente motivo de alguns arrufos na chegada a casa. Horas extras minhas senhoras, e greves, as malditas greves.

Bom local para a qualquer hora desfrutar de uma imperial bem tirada. Se não estiverem de dieta, tanto os pregos como os famosos croquetes com mostarda acompanham bem. Se estiverem comam só metade.

Cervejaria Portugália
Avenida Almirante Reis 117, 
Lisboa
Tlf: 21314002

segunda-feira, 1 de junho de 2015

WALKAMOLE

Comida mexicana no sítio que lhes apetecer
O conceito de comida de rua é muitas vezes ligado às roulotes. Em horário nocturno, onde por vezes a confecção deixa a desejar.
Mas nós descobrimos comida mexicana confecionada numa mota verde. Estamos a falar a sério.

A comida de rua está a ganhar novos contornos em Lisboa. Cada vez são mais os pequenos empreendedores que com veículos pequenos tentam cativar um público curioso e ávido de descoberta com deliciosas iguarias.

Walkamole foi-nos sugerido como sendo um caso de sucesso. Normalmente no jardim da Praça de Toiros do Campo Pequeno fomos no entanto descobri-los na Feira do Livro. Aconselhamos no entanto uma visita à sua página do Facebook e respectivo like para irem sabendo das novidades.

Uma Piaggio Ape 50 toda catita em cor verde que antevia algo de alegre nesta visita. O que se confirmou. O staff é genuínamente simpático e afável, sempre interessados em conversar enquanto se dedicam com paixão à confecção dos burritos.

Sim a ementa são burritos. Ou de Chilli ou de Carnitas. Não há cá esquisitices. E nós somos a favor. É melhor poucos mas de muita qualidade, que muitos de qualidade duvidosa. Podem ser em pequeno ou grande. Sendo que as doses generosas que são colocadas fazem do pequeno uma óptima escolha.

Como somos malta indecisa e não gostamos de ficar arrependidos, optámos pelos dois. Tamanho pequeno para não colocar em risco a dieta.
E gostámos. Upa upa se gostámos. Talvez se fosse agora não tínhamos dúvidas qual escolher. Os dois claro.

Se o de Carnitas leva carne desfiada, guacamole, pico de gallo, queijo creme, arroz. Já o de Chilli leva claro está o respectivo chilli que não assusta ninguém pelo picante. Ambos levam a assinatura da casa. Nachos partidos para dar aquele crocante. Excelente!

Não temos nenhuma dúvida que iremos voltar. Tudo naquela motoreta verde nos agrada, aliás a sugestão é esta malta pôr-se à estrada porque há aí muito campo da bola onde isto ficava a matar à porta.
O Herrera também ia gostar.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

CASA DOS CARACÓIS

Uma espécie de supermercado do Caracol
"Caracol caracol põe os teus cornos ao sol". Isto não me parece nada simpático de se dizer, até porque podem ser só boatos e nem tudo o que parece é. Mas a realidade é que todos sabemos que com o sol vem o caracol. Chega com as esplanadas, com as imperiais a acompanhar. Chega e traz alegria com ele. Também pode trazer uns quilos a mais, mas isso é para quem come as cascas, de certeza.

É por estas alturas que corremos às mais famosas casas de caracol. As que o têm enquanto especialidade e praticamente prato único, ou aquelas que são acrescentadas a uma ementa como prato sazonal que são. A realidade é que corremos a estas casas, e muito mais depressa que o citado.

Foi-nos indicada esta casa como sendo diferente do normal. Onde não há mesas, não há cadeiras, não há esplanadas, mas há caracol. E do bom!
Com várias casas, ou lojas como lhes chamam, fomos à de Campolide. A nossa surpresa chega logo à entrada, com um balcão grande e vários frigoríficos de bebidas. Uma coisa assim tipo mini mercado, onde se podem comprar bebidas frescas engarrafadas, ou pasme-se....sangria caseira. Há de tudo para compôr o petisco em casa. 


Há caracol e caracoleta, que não provámos mas não perdem pela demora. São vendidos em caixa pequena, média ou grande, ou os famosos baldes. Estes em pequeno ou grande. São perfeitos para levar, pela facilidade de transporte bem como pela possibilidade de chegar a casa e deitar o balde para dentro de um tacho e poder aquecer ou ainda apurar com um pouco mais de piri piri, não vá ser necessário.

Optámos pelo balde claro está, e foi a escolha certa. Bem limpo e condimentado estava bastante saboroso e fez as delícias da nossa tarde. Deu para várias doses e deixou a vontade de querer repetir a experiência em breve.

Para a malta que prefere petiscar em casa têm aqui uma fantástica solução. Só seria melhor se tivessem entregas ao domicílio, mas duvido que a menina da Galp Gás esteja disponível para isto.

Casa dos Caracóis
Rua de Campolide, 370
Lisboa
Tlf: 217271744 

sexta-feira, 22 de maio de 2015

O PREGO DA PEIXARIA

Prego Gourmet daqueles que se pede licença antes de trincar
O prego que foi reiventado de forma sublime para palatos mais exigentes ou uma forma de um prego custar mais do que uma tarde de copos no bar do campo. Tinhamos de experimentar.

Desde que provámos pregos gourmets em campos de futebol que os nossos horizontes abriram, neste momento somos uma espécie de Vasco da Gama a olhar o mar. 
Desta vez fomos guiados pela curiosidade de experimentar algo que tinha a nossa cara. O Prego Ultra no Prego da Peixaria. Só o nome tem tudo para dar certo.

O local escolhido foi o Mercado da Ribeira, e foi uma boa escolha. Bem frequentado, bem decorado, um local bastante aprazível. E estava bem frequentado não sei se já tinha referido.

Vista a ementa decidimos provar o Prego Ultra que é novidade na casa.
É composto por uma carne do lombo bastante bem temperada e macia com um agradável sabor a alho. Não muito intenso portanto não coloca o risco de beijar. Vem agradávelmente pintada com um molho de mostarda, molho de mel e bem agasalhado com um cachecol de presunto de Chaves. Tudo isto servido em bolo do caco.

Acompanhámos com umas batatas Marilyn Monroe que diga-se eram apenas batatas. Embora com esse nome fiquemos sempre a pensar em grelhas de metro e vestidos a esvoaçar. Eram apenas batatas fritas caseiras.

Quanto ao prego ultra esse malandro apesar de ter toneladas de sabor padece do factor preço que diga-se é excessivo por um prego. Apenas esse motivo não nos levou a bisar e ficamos apenas por um. 

É sem dúvida um local a repetir não só pela envolvência do Mercado da Ribeira mas pela curiosidade dos restantes pregos. Mesmo aqueles que são de peixe no pão. Sim leram bem. 
Um dia provamos, talvez antes do Juízo Final mas havemos de provar.

O Prego da Peixaria
Mercado da Ribeira, Avenida 24 Julho
Cais do Sodré, Lisboa
Tlf: 213470556 

sábado, 16 de maio de 2015

A TENDINHA DO ROSSIO

Façam o favor de tomar atenção à grossura da fatia de torresmo..

Infelizmente não podemos ter um FC Rossio contra o GD Praça da Figueira. Mas se houvesse este era o bar do campo.

A Tendinha do Rossio fica mesmo ao lado do Arco Bandeira no Rossio. Ou para os mais distraídos o Arco que passam por baixo antes de irem ver moças com calor em cabines onde se colocam moedas. Ah assim já estão a ver. Pois claro.

Tasca antiga fundada em 1840 serve-nos até aos dias de hoje. E com grande qualidade.
Sítio indicado para quando temos de ir à baixa pelo cardápio que apresenta.
Sopa do dia sempre de grande qualidadade e frescura nos ingredientes. É sopa caseira daquelas que não se recusa. Depois as sandes. Meus amigos as sandes.
Aquilo que não é só comida dentro de uma carcaça, por sinal estaladiça. Mas é uma arte. Os ingredientes, a panóplia de coisas boas que esta malta coloca no dito pão é fantástica.


Desde o queijo fresco, queijos secos ou amanteigados, pataniscas de bacalhau, panados, pastéis de bacalhau, rissóis, bifanas ou pregos, presunto e as nossas preferidas sandes de torresmos.

As sandes de torresmos para além do sabor fantástico são servidas em blocos de 1 cm de espessura. Como podem ver pela foto. 
Mas não são apenas as de torresmos, todas elas são servidas em grandes quantidades. Aliás nas quantidades certas. Qual fatia de torresmos fininha, aquilo ali é em bloco e pronto.

A Tendinha é também conhecida pela ginginha mas não posso avaliar porque nunca provei só oiço pedir com ou sem elas enquanto lá estou. Mas para mim são as sandes, para mim aquilo é uma espécie de Toys r´us das sandes é o que vos digo.

Por isso da próxima vez que forem aos saldos à Baixa aproveitem!

A Tendinha do Rossio
Praça D. Pedro IV, 6
Rossio, Lisboa
Tlf: 213468156 

sexta-feira, 8 de maio de 2015

SCONNES DA VILLA

Que qualidade meus amigos, que qualidade...

Existem coisas que nunca esperamos encontrar num Bar de um campo da bola. O Avillez a assar coiratos, bifanas servidas em pão de forma ou nomes de bares como Sconnes da Villa. Esperem esta existe mesmo.

Tarde de bola no Campo Conde de Sucena que é como quem diz no campo do SU 1º Dezembro. Ali para os lados de Sintra.
Tudo preparado para mais um jogo mas com aquele ratinho no estômago a pedi-las.

Bora ao Bar!

Chegado deparo-me com um espaço bem decorado, com mais semelhança a um restaurante que a bar de clube. Notei de imediato o nome do bar. 
Sconnes da Villa. Sim com dois N´s e dois L´s. Estive quase para me vir embora não me fossem ver ali.

Mas a curiosidade cresceu, se calhar era a fome. Dirigi-me ao balcão com bancos de pé alto. Ponto a favor. Olhei para a ementa na parede e tudo aquilo me estava a prender a atenção. Estaria mesmo num campo da bola, era a minha questão.

Peço o prego de vaca com batatas e oiço um "Vai demorar um pouco porque o Chef está a preparar as sobremesas"
Epah pára tudo! 
O Chef?
Mas eu estou onde? Um chef num bar de um campo da bola?

Esperei um pouco, que diga-se não foi mais de dez minutos e lá veio o prego. E em boa hora veio. Que qualidade.
Carne tenra e suculenta, muito bem temperada com bom sabor a alho e pimenta preta num pão adequado à sua função.
Fiquei deslumbrado.

Confesso-vos aqui que ninguém nos ouve que se fosse mais cedo eu até repetia, isto se o Chef não estivesse ocupado a fazer o "Consommé" ou uma "Cassoulet" por exemplo.
Em suma recomendo-vos este pouco ortodoxo bar de campo porque o serviço e a qualidade que apresenta está bem acima do esperado. A simpatia de quem lá trabalha é fantástica e apesar de ao intervalo ser complicado ir lá pela forte afluência de público (pudera) antes do jogo ou no final é de visita obrigatória!

O Luís Freitas Lobo talvez se referisse a isto com uma série de metáforas que nos iam pôr a pensar mas eu só digo, é bom pra caraças!

Sconnes da Villa
Campo do 1o Dezembro, Rua Conde de Sucena 1
Sintra
Tlf: 210953047 

sexta-feira, 1 de maio de 2015

RUI DOS PREGOS

Ás vezes é preciso dobrar-lhe as pontas para caber...
Temos de começar esta rubrica com aquele que eu considero a Meca dos bares em campos de futebol.

O Rui dos Pregos.
Situa-se à entrada do Complexo Desportivo Joaquim Vieira. 
Para quem ficou na mesma é o campo do AC Cacém.

Como é à entrada nem sequer é preciso tirar bilhete para ver o jogo o que até pode ser bom tendo em conta a classificação dos locais.

E claro que no Rui dos Pregos o artista principal é o Prego.
Pode ser degustado no pão, numa carcaça à antiga onde o dito cujo vem a transbordar por fora. Ou no prato com ovo e batata frita.

Bem servido, sabor a alho, carne tenra e com um serviço super eficiente e rápido fazem deste local uma espécie de Galáctico dos bares nos campos de futebol.
Existe no entanto um problema com o prego, até pode ser uma virose do local, mas é raro ir lá e comer apenas um prego. Não sei porquê.

Podem também encontrar-se neste estabelecimento vários tipos de marisco e outros pratos mas isso descubram vocês.

Está aberto todos os dias e tem vários restaurantes por aí espalhados.

Restaurante Cervejaria Rui dos Pregos
Campo do Atlético Clube do Cacém
Tlf: 963855762